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Câncer de mama é mais letal entre as mulheres latinas

08 dezembro 2011

As mulheres latinas têm mais chances de morrer por câncer de mama do que as demais, como as americanas, por exemplo, de acordo com um estudo apresentado nesta quarta-feira durante o simpósio da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer (AACR). Segundo Kathy B. Baumgartner, professora de epidemiologia e decana da Escola de Saúde Pública da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, o porcentual de risco para as latinas chega a ser 20% maior. Baumgartner, que apresentou as conclusões de seu estudo durante o Simpósio do Câncer de Mama realizado esta semana em San Antonio, no Texas, pediu "uma maior consciência desta disparidade étnica para melhorar a sobrevivência das mulheres latinas com a doença". O câncer de mama é o tipo mais comum e o segundo mais fatal em mulheres que vivem nos Estados Unidos, com taxas de incidência e sobrevivência que variam segundo a etnia, de acordo com a AACR. Estudos anteriores mostraram uma tendência de menor sobrevivência a este tipo de câncer nas mulheres latinas, aliada a fatores socioeconômicos, uma vez que muitas delas não têm acesso a tratamento adequado e a exames de detecção de alto nível. Este novo estudo, no entanto, indica uma resposta inferior das latinas à quimioterapia, o que pode acontecer por um fator genético.  (Agência EFE)
Pesquisa - A pesquisadora e sua equipe realizaram entre 1992 e 1996 um estudo de saúde pública no estado do Novo México. Foram observadas 692 mulheres com câncer de mama, para examinar as diferenças de impacto entre as brancas não latinas e as latinas. Posteriormente, foi feito até 2008 um acompanhamento com 577 mulheres que desenvolveram câncer de mama invasivo, para avaliar as diferenças nas taxas de sobrevivência a longo prazo entre as brancas não latinas e as latinas que participaram do estudo.
Os resultados mostraram que as latinas tinham 20% mais chance de morrer por câncer de mama que as brancas não-latinas. Além disso, as latinas que receberam a quimioterapia tiveram probabilidade 50% maior de morrer de câncer de mama que as mulheres brancas não latinas submetidas ao mesmo tratamento. "Alguns estudos sugerem que as latinas são mais propensas a desenvolver tumores ER-negativos, que são resistentes à quimioterapia", diz Kathy.

 
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